sexta-feira, 11 de maio de 2018

Operação em João Câmara desarticula organização criminosa que cometeu homicídios

Uma investigação da Delegacia Municipal de João Câmara sobre a atuação de uma organização criminosa que agia na cidade, resultou na deflagração da Operação Associados na manhã desta quinta-feira, 10. Com apoio da Polícia Militar, a ação conseguiu cumprir 27 mandados de prisões preventivas que faziam parte do grupo criminoso, responsável por pelo menos nove homicídios que foram cometidos na cidade, no último ano. A operação contou com o trabalho de 60 policiais, entre civis e militares
De acordo com o titular da delegacia, o delegado Nivaldo Floripes, o nome da operação Associados é uma em referência a forma como a organização criminosa agia. “Eles queriam dominar o tráfico de drogas na cidade e não admitiam que os negócios sofressem interferências de ninguém. Desta feita, a organização criminosa eliminava (matava) concorrentes que pudessem atrapalhar os objetivos da organização”, detalhou o delegado.
O líder do grupo, José Eduardo de Souza, conhecido como “Velho Edu”, que já está preso em Alcaçuz, comandava a organização criminosa ligada ao Sindicato do RN, e cuidava da circulação de droga que vinha de Santa para Cruz João Câmara. Ele era o dono do material entorpecente e coordenava um grupo de criminosos que agia em João Câmara. A organização atuava em duas frentes, uma delas era voltada para o comércio das drogas na cidade e outra funcionava como grupo de extermínio, principalmente em crimes voltados a facção criminosa rival, o PCC.
O tráfico de drogas tinha uma “gerente”, Carla Maria Andrea, que tinha por função guardar todo o material na casa de Suêmia Araújo do Nascimento. Também havia um subcomando para o cometimento de outros delitos, que era coordenado por José Valter, ambos já cumpriam pena no sitema prisional. Entre as tarefas que estavam sob a responsabilidade dele, uma delas era organizar a lista das pessoas que deveriam ser mortas, lista essa que continha nomes de policiais militares, guardas municipais, empresários e mototaxistas. Devido investigação, estas mortes foram evitadas.
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