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terça-feira, 6 de agosto de 2013

EXCLUSIVO: Entrevista com a Vereadora Nataly Pessoa


O blog apresenta com exclusividade entrevista com a Vereadora Nataly Pessoa. Ela, que é vereadora pelo PMDB, resolveu falar ao blog após várias tentativas. Na entrevista, a vereadora fala sobre atuação, sobre a administração da irmã, prefeita Mara Lourdes, comenta sobre a situação do PMDB local e tece comentários sobre o futuro. Boa leitura!
Nataly Cavalcante Pessoa - Vereadora pelo PMDB
Como V. Excia. avalia os seis primeiros meses de mandato de sua legislatura? 
Primeiramente quero te agradecer pelo espaço e a oportunidade de divulgar o meu mandato como vereadora. Eu venho procurando desenvolver um trabalho importante da Câmara Municipal, o de fiscalizar, e reivindicar os direitos da população. 
Durante esses seis meses, elaborei vários requerimentos, entre eles um muito importante para os universitários, pois desde o ano de 2012 foi aprovado pela casa um Auxilio Vale-Educação para os alunos universitários de baixa renda. Solicitei da Prefeita o cumprimento da lei, assim como o cumprimento da súmula vinculante nº. 13 do Supremo Tribunal Federal, do nepotismo. Reivindiquei também a realização de concurso público, o abastecimento de água nas comunidades rurais, entre outros. 
A reinvindicação para realização de concurso público veio em razão da quantidade de pessoas que estavam sendo contratadas, chega perto de metade do número servidores efetivos do município. A Lei proíbe esse tipo de contratação, então concordei com a contratação por um ano em caráter de emergência e pleiteei a realização do concurso.

Como V. Excia, tem avaliado a administração da atual gestora Mara Lourdes, que é sua irmã, a frente da prefeitura de Riachuelo? 
Na verdade, ainda não é possível avaliar a gestão/administração de Mara Cavalcante. No momento só podemos avaliar a gerência que o grupo dela tem feito, pois todos nós sabemos que o orçamento foi elaborado e votado pela gestão passada. Os recursos e obras que estão vindo para o município este ano são fruto da gestão passada, e até mesmo o que foi adquirido esse ano foi através do Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades e do PAC. Sem falar que hoje os recursos vêm, o gestor não precisa ir atrás. O Governo Federal democratizou o acesso e  o repasse dos recursos federais para  os Estados e Municípios. O mais grave tem sido a falta de respeito e cordialidade aos vereadores, não só pela prefeita, mas também por alguns secretários.

O bloco formado pelo PMDB e PR, que tinha o intuito de fazer oposição, passa no momento por turbulências? 
Nós formamos uma aliança eleitoral em 2012, mas depois da posse cada partido toma seu rumo: oposição ou situação. É natural que o PR, por ter sido adversário em 2012 da administração, seja oposição. Mas quero lhe dizer que não há turbulências. O PMDB é um partido independente e continuará fazendo oposição a gestão, quanto ao PR cabe ao diretório e as lideranças decidirem o rumo a tomar.

Já é do conhecimento de toda cidade que o vereador Júnior Camaleão declarou seu apoio a prefeita e lideranças tradicionais do seu partido, como os ex-vereadores Erivan Birico e Josivan Soares estão em conversando com a prefeita. O que a senhora tem a dizer sobre isso?  
Sobre essa questão o que tenho a dizer é que sobre essa adesão do vereador Junior Camaleão a base governista, ainda estamos esperando ele informar ao grupo político que lhe elegeu, os “bacuraus”. Entendo que ele deve a sua vitória a essas pessoas que confiaram na sua palavra, inclusive porque em 2008, quando se candidatou no grupo político da prefeita ele não foi eleito. Mas já era esperado. Com relação ao suplente de vereador Josivan e o ex-vereador Erivan Berico, até o momento o PMDB de Riachuelo não foi informado dessa adesão, até porque os mesmos continuam filiados ao PMDB. 

Vereadora, tenho ouvido muitos comentários na cidade que a prefeitura vai dispensar mais de 40 pessoas, ou seja, funcionários temporários. Mas, andam dizendo em todos os cantos do município que a culpa é de V. Excia. O que tem a dizer sobre isso?
Como foi divulgado aqui no seu blog, nós elaboramos uma nota de esclarecimento e repúdio a esses comentários. Se essas pessoas forem exoneradas ou dispensadas, será em razão do nepotismo, algo ilegal, e não por perseguição ou por ordem minha. Como já foi dito, não cabe a mim como vereadora contratar ou exonerar nenhum cargo do poder Executivo Municipal, nem mesmo do Legislativo pois não sou a presidenta da Câmara.
No início do ano, enviei ofícios reivindicando a prefeita que fosse observado e obedecida a súmula vinculante nº 13 do STF, não foi solucionado. Me dirigi a promotoria da comarca de São Paulo Potengi, não houve solução. Juntamente com o meu companheiro de partido e de bancada opositora, vereador Jorllan Kardek, fomos ao Procuradoria Geral de Justiça e segundo os comentários de rua, o Ministério Público estaria analisando essas irregularidades.

Quais as perspectivas para a próxima eleição. Qual o seu posicionamento e do seu partido (PMDB) daqui para frente: vai ficar sozinho ou vai buscar apoio dos grupos que estão se posicionando contra Mara Lourdes, que quer administrar o município de forma ditatorial, com a   bandeira da oligarquia e do nepotismo?
No que se refere às eleições de 2014, nós ainda estamos aguardando a decisão e o posicionamento do PMDB a nível de Estado.  Quanto à eleição de 2016, acho muito cedo para falar nela, chegar a ser incerto apontar um caminho nesse momento. Como diz um velho ditado popular “muitas águas ainda vão rolar por debaixo dessa ponte”. O que posso garantir é que somos oposição a administração Mara Cavalcante, e que os que vierem a ser oposição junto conosco serão bem-vindos. É só nos procurar, pois já estamos aqui como oposição desde janeiro de 2013. Porém o momento que vivemos ainda não é político, pois ainda temos 3 anos até a próxima eleição municipal.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Exclusivo: encontro com a Prefeita Mara Lourdes


Democracia. O que seria de todos nós sem os direitos a liberdade que ela nos garante? 

Mas essa mesma liberdade põe os comunicadores muitas vezes na berlinda, pois é necessário, acima de tudo, usar bem o senso crítico para se fazer entendido. 

Uma prova disso foi o encontro casual que este blogueiro teve com a prefeita Mara Lourdes. E ao contrário do que muita gente - escondida covardemente no anonimato das ferramentas digitais, o tom do encontro foi bastante amistoso.

Abaixo, transcrevo alguns momentos desse rápido, mas exclusivo, encontro em que a prefeita teceu comentários e deixou recados.

Vamos lá:







































O encontro foi casual, ocorreu hoje a tarde na rua Absalão Campos.

A prefeita fazia uma visita a rua, e aproveitei o momento para cobrar o calçamento da rua Absalão Campos, pois a mesma se encontra em péssimo estado de trânsito para carro e pedestres. A prefeito sinalizou positivamente para o meu pedido.

Logo depois, perguntei se a Prefeita acesa o blog Dois Quadros, respondeu que sim, que acesa sempre, e disse: "o blog faz muitas críticas", e usando uma frase popular disse: "você bota pra lascar na administração".  Nesse momento, todos riram.

Logo, argumentei que o blog tinha essa linha crítica mas que é feito de forma construtiva, que não aceita comentários anônimos que trazem palavras que visam denegrir a imagem das pessoas, principalmente os agentes públicos.  Ela, Mara, concordou e disse "sou contra também, porque os comentários anônimos são muito vorazes e sempre atingem as pessoas de bem".

Questionei sobre a atuação do PT, que tem destinado muitos benefícios para sua administração. Nesse momento, a prefeita interrompeu e disse: "nossa presidente",  Foi quando, insisti, e perguntei porque o PT não ter sido convidado para fazer parte do governo dela. Ela foi dura, esquecendo que o partido pode ser um aliado no futuro: "O PT não votou em mim"Mas concordou que o PT não denegriu em nenhum momento a imagem dela durante a campanha.

Antes de nos despedir-mos, num tom sorridente, a prefeita Mara Lourdes sugeriu: "Nivaldo, publique também as coisas boas da administração". Quando falei que até o momento, só tinha com boa da presidenta do PT, ela falou mais uma vez "nossa presidenta"deixando entender que ela tem grande simpatia pela presidenta Dilma para presidente e poderá votar nela para presidente.



sexta-feira, 31 de maio de 2013

ENTREVISTA - MICARLOS MEDEIROS - PT


Quem esteve visitando a terrinha foi o publicitário Micarlos Medeiros. Ele que foi candidato a prefeito pelo PT, veio e nos fez uma visita. Este blog divulga alguns pontos da longa conversa que tivemos sobre diversos assuntos. Pedi autorização para publicar conteúdo da nossa conversa para estrear as entrevistas em nosso blog. Boa leitura.




Conversando com Micarlos justifiquei que muita gente dizia que ele era louco porque se candidatou, morando longe, e sem estrutura para enfrentar a máquina. Micarlos disse que o quadro que se apresentava (dois candidatos de uma mesma família) era o ideal para o surgimento de uma terceira opção e que nesses casos a estrutura conta pouco, citou exemplo de Mineiro em Natal - que mesmo sem estrutura quase ia ao segundo turno. Mas disse que sabia que era um jogada de altissimo risco. 

Segundo Micarlos sair candidato não foi uma decisão só dele, mas do partido. Realmente, houve uma série de reuniões aonde foram apresentamos várias possibilidades e a maioria optou para que o partido tivesse candidatura própria.

Micarlos disse que por saber do risco fez um pesquisa bastante detalhada do quadro municipal. Com o resultado da pesquisa em mãos viu que se houvesse a possibilidade de um junção dos partidos de oposição poderia haver mudança de quadro. A pesquisa indicava que essa junção seria com o PMDB que tinha um candidato com alto índice de rejeição e a pesquisa apontava que só votava no PT quem tinha algo contra a candidata ou ao governante. Era cenário para o PT com cabeça de chapa. Esse era o cenário que a pesquisa apontava para um embate mais parelho. Segundo ele, se chegou a fechar um acordo com o PMDB. Mas como se sabe o PMDB quebrou o acordo na semana da convenção .

Como o acordo com o PMDB não vingou e já tinha se envolvido a militância, o PT resolveu entrar em campo sozinho. Micarlos montou uma estratégia de 2 meses, tudo muito planejado. 

Segundo Micarlos, a eleição foi de muita dificuldade. Existia uma boa estrutura, um bom material, uma boa estratégia mas se tinha muito azar. Sempre que era dia de carro de som, morria uma pessoa em Riachuelo e, por respeito, não veiculava-se nada. Carros de som quebravam inexplicavelmente, do nada. Militantes sofriam acidentes (Geová e Eliabe bateram os carros). Micarlos ficou doente de dengue e não pode fazer o corpo-a-corpo como queria. E por final, a forma como aconteceu a morte de Gonzaga, mudou tudo.

Questionei Micarlos sobre o motivo de não ficar em Riachuelo após as eleições. Segundo Micarlos, o afastamento se dar por causa do contrato de trabalho e ele está a resolver o afastamento com vinda temporárias. 

Na conversa, partimos para análise da administração local. Relatei a Micarlos assuntos fortamente comentados pelos riachuelenses, como a perseguição aos petistas, contratação em massa de familiares e as brigas internas. Para minha surpresa, Micarlos se mostrou bastante informado sobre tudo e me falou até coisas que eu não sabia. Sinal de que o rapaz está mais presente do que imaginamos. 

Aqui, alguma opiniões dadas por Micarlos Medeiros para temas abordados pelo editor do Dois Quadros - Nivaldo Lopes:

 ELEIÇÕES: DECISÃO DE SER CANDIDATO 
"Foi uma decisão após muita conversa dentro do partido. Sempre deixei claro que acompanharia a decisão da maioria. Quanto ao resultado...um dos três teria poucos votos. Dessa vez foi eu, mas poderia ter sido um dos outros dois. Faz parte do jogo. Eu já ganhei outras vezes, mas sei perder. Estou com a consciência tranquila, não guardo mágoas nem rancores. Hoje as pessoas me conhecem mais, sabem a minha história, o que penso sobre a cidade e sobre o futuro delas, creio, me admiram pela coragem que tive. Analisando bem, ganhei também."

 A OPÇÃO POR SE OPOSIÇÃO 
"Eu apenas ofereci meu nome, doei meu tempo, dinheiro e conhecimento a favor de um uma causa que acredito: política como meio de mudança social. Não me arrependo do que fiz. Mas entendo que o PT-Riachuelo poderia estar mais presente na vida política local (isso fez falta na hora do porta a porta) e, também, mas alinhado com o partido a nível estadual (faltou presença estadual para dar o suporte de imagem a campanha). Regionalmente,  estamos muito  bem representados e apoiados por João Cabral. Ele nos ajudou muito nesse projeto."

 ALIANÇAS: A BUSCA PELO ENTENDIMENTO 
"Nos reunimos como o PMDB três vezes, e apresentamos a seguinte estratégia: eu como candidato e o PMDB indicando o vice. O ideal era que fosse Nataly porque batia com Mara e rachava a família. Marcílio sairia para vereador como puxador de votos, com isso teríamos grandes chances de eleger um vereador do PT pela primeira vez. Era um estratégia de risco, mas o PT elegeria um vereador e se fortaleceria para o futuro. Era um estratégia pelo fortalecimento do partido, consistente. Infelizmente, o PMDB (que é um partido aliado do PT nacionamente) não entendeu assim e preferiu seguir sozinho."  

 A ESTRATÉGIA 
"Decidimos fazer apenas 2 meses de campanha. Tivemos um crescimento relevante dentro do nosso objetivo: ter 500 votos. Havia comentários, apostas de que teríamos 800, 1.000 votos, mas sabia que seria muito difícil chegar a estes números. No final, devido fatores emocionais do eleitorado (Modo de falecimento de Gonzaga), o resultado acabou não expressando uma realidade do que foi a campanha."

 A ELEIÇÃO: DIA-A-DIA 
 "Todos os problemas eram sanáveis. Mas a morte de um líder político não. A partir dali decidimos parar a campanha. Tudo era favorável a candidata Mara: a morte de um "mito"; a solidariedade à dor da filha; a morte no palanque pedindo voto para a filha; e depois de tudo uma missa-comício. Tudo era propício para comoção social. E foi. Tanto que as pessoas iam votar com lacinho preto na roupa.  Foi a comoção social que nos fez perder muitos votos, não o nosso jeito de fazer a campanha. Porque a eleição era de Mara. E para reforçar, o dinheiro jorrando nas vésperas da eleição também foi providencial. Lutamos contra uma estrutura montada para candidato a deputado federal. Era dinheiro contra idealismo. E como não houve debate de ideia, quem tinha mais dinheiro levou vantagem."

 PÓS-ELEIÇÃO 
"As pessoas querem minha presença. Mas nesse momento, preciso de um tempo para observar o que acontecerá no cenário político local. Quando a gente tá dentro do furacão sem condições de atacar pode acabar se queimando. Tive reunido com Josana e João Cabral, além de companheiros do PT. Em agosto vamos nos reunir para traçar metas  para o futuro."

 ADMINISTRAÇÃO 
Nada me surpreende. O modus-operandi é o mesmo praticado há anos em Riachuelo. A montagem da equipe confirmou a ideia central de que "só a família do gestor tem gente capacitada", e hoje não se pode mais pensar administração pública dessa forma. Perseguir pessoas do PT (ligadas a mim: o candidato a vereador Chico Gerônimo, o agente de saúde Wellington Israel, e Márcia Viana  - que é minha irmã - diretamente), no meu entendimento foi uma ação motivada pela emoção e extremamente desnecessária, que só lhe trouxe desgaste político e de imagem. Eles entraram na justiça e tem o meu apoio incondicional. Pra mim, perseguir pessoas/funcionários não é um ato cristão. Mas parece que as promessas feitas são o principal calo, além é, claro, do próprio grupo que é bastante desunido. 

 CENÁRIO 
Manter uma base de aliados é sua tarefa mais difícil, até porque é desses aliados que sairá o seu futuro adversário. Ela já sabe disso. Hoje, o ex-prefeito Júnior Bernardo é a principal liderança política de Riachuelo. O cargo era de Gonzaga, e por isso JB o teve como aliado o tempo inteiro. Agora, ele está no "posto". Soube montar o cerco. O PSB só tem a prefeita e um vereador. As demais lideranças e vereadores estão em outros partidos montados sobre bases que Junior tem domínio. O que eu penso é que Mara - sem o pai, sinta-se obrigada a provar que é liderança real. Para isso terá que ir pra disputa contra JB. Sem isso, não provará que é liderança. 
Mexer com o PT - o partido da presidente de república, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (que tem em Josana uma das pessoas que mais contribuem para o desenvolvimento rural de Riachuelo), que podem muito lhe ajudar, foi um erro primário. E o PMDB também não pode ser desprezado pelo seu histórico no município. Penso que todos esses fatores são móveis e o posicionamento deles influenciará no futuro da política local. A ver. 



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